Era uma vez uma garota. Ela tinha olhos verdes e cabelos castanhos, uma pele macia e branca, traços perfeitos. Estava andando na rua, quando um senhor bem vestido a chamou, e disse que tinha tudo que ela queria. Não parecia um estuprador ou alguém de má índole, então ela o seguiu. Ambos andavam e a garota ainda estava sem entender, praticamente o seguiu só por curiosidade. Ela não era inocente, quem mexesse com ela não sairia ileso, ela andava protegida. Assim, seguiram ao topo de uma colina, era tudo verde, e o céu tinha uma aparência incrível visto dali. Ela, sem medo, perguntou: "Onde está, tudo que eu quero?" Ele apontou para a bela vista, fitou-a com um olhar sério e disse: "Ali.". A garota sem entender, se virou e foi embora. O senhor naquele momento, deitou-se no chão e faleceu em silêncio. Ela o viu deitado, e voltou para ver o que se passava, e sim, ele estava morto. Aquela dúvida ficou para o resto da vida dela, "porque tudo que ela queria estava 'ali', e o que significava o 'ali.'" Ela daria tudo para escutar mais um pouco do que o senhor queria dizer.
Karry H.
domingo, 19 de junho de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
A consulta
"Você tem que se amar mais! Acreditar em si mesmo, sem se importar no que os outros pensam sobre você! Pare de ficar imaginando como seria a vida desse jeito, daquele jeito... O importante é aceitar a sua vida. Se não você só vai piorar! Quando pensar em coisas ruins, pensas em coisas boas! Se lamentar só vai te prejudicar! Olhe para frente, há muitas pessoas em pior situação que você. E o que eles fazem? Seguem em frente! É isso o que você tem que fazer! Não pense que você não vai conseguir, porque você vai! Agora é só mentalizar coisas boas... Erm, seu tempo está acabando... Uma hora de consulta, né?!"
Foi tudo o que aconteceu na consulta psicóloga. Cada frase que ele dizia, era a mesma coisa. Gastei uma hora por isso. Uma hora de consulta no psicólogo para me dizer frases bonitas e otimistas? Não, não. Isso não ajudou. Leia mais uma vez o discurso do médico e perceba que cada frase é a mesma coisa, a mesma mensagem em vão, sinônimos. Meu tempo acabou, paguei a suposta consulta, e era mais uma tentativa falida. Sai dali sem nenhuma resposta, vazio, em branco.
Ninguém pode me ajudar. Aliás, só uma pessoa pode. Eu mesmo.
Karry H.
Foi tudo o que aconteceu na consulta psicóloga. Cada frase que ele dizia, era a mesma coisa. Gastei uma hora por isso. Uma hora de consulta no psicólogo para me dizer frases bonitas e otimistas? Não, não. Isso não ajudou. Leia mais uma vez o discurso do médico e perceba que cada frase é a mesma coisa, a mesma mensagem em vão, sinônimos. Meu tempo acabou, paguei a suposta consulta, e era mais uma tentativa falida. Sai dali sem nenhuma resposta, vazio, em branco.
Ninguém pode me ajudar. Aliás, só uma pessoa pode. Eu mesmo.
Karry H.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
"Era uma boa pessoa."
Todos em seu funeral. Ninguém a conhecia direito, nem sua própria família (o que era para ser as pessoas mais importantes da vida dela. Não, não eram.) Ninguém tinha nada a dizer. Era estranho, aquela pessoa estava morta, mas não parecia muito viva quando seu coração estava batendo. Era um enigma, e ninguém se importou em decifrá-lo. Silêncio. Porém, todos tentavam relembrar um momento com ela. Nada. Quer dizer, tinham, muitos até, só que nenhum fora suficiente para amenizar a dor. Mais uma vez: era estranho. Os médicos que tentaram revivê-la, também estavam ali, quietos, como todos. Um dizia baixo para o outro que a taxa de suicídio só havia subido. Sim, foi um suicídio. Ela (ou esse ser) não conseguiu espantar seus fantasmas interiores, trocou sua vida 'ser vivo' por uma noite eterna num túmulo frio e escuro. Não havia mais nada a fazer, ela já estava ali, morta, e ninguém entendia. (Ninguém entendia as duas coisas, o suicídio e a própria garota.) Todos continuavam a olhar, ali, paralisados, tentando buscar algo na mente, nada. Nenhum dos que estavam ali pensou na situação mais óbvia. Talvez esse suicídio nunca teria acontecido, talvez ela só precisava ser entendida, de alguém que a entendesse. "Mas ninguém se importava em decifrar o enigma." Preferiam dizer que a garota estava com problemas psicológicos. Mas agora é tarde demais, ela já se foi. E o silêncio ali continua...
Karry H.
Karry H.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Até quando pode-se aguentar um sufoco?
Depressão?
"Você está sozinho. Olha em volta, nada. Olha para baixo, começa a pensar. Você entra numa espécie de linha do tempo, relembra por tudo que já viveu. Mas, e agora? O que restou daquilo? Meras lembranças que só me fazem sentir mal quando lembro delas! Estúpido! Agora eu estou num quarto vazio, nada daquilo importa mais, passou. Um quarto vazio, porém cheio de dúvidas, remorsos, arrependimentos. (Não se pode confundir remorso com arrependimento.) Não quer pensar em mais nada. Ora! Então durma! Mas não pode dormir, não consegue. Diz que daria tudo para voltar ao passado. Daria? Daria o que? Sua existência se resume em reclamar de tudo e de todos, de como a vida é cruel. Dar isso? Quem iria aceitar? Sabe de tudo isso, sabe que não adiantará nada se lamentar em um quarto escuro a vida toda. Mas... quem disse que consegue se levantar e dizer um basta? Não. Ficar na lama é mais fácil. Dói. Dói muito, ai é que está a pergunta, gostamos ou não gostamos da dor? Chega, chega. Você se vê perdido em seus próprios pensamentos, não sabe mais o que está pensando. Mas como saber em que está pensando, se nem sabe quem és!
A última frase veio à tona. Agora você reflete. Não entende nada, mas reflete. Relembrando: Você está num quarto vazio, frio e escuro, mas está numa multidão de sentimentos. Não sabe de mais nada, só quer que pare. Pare, pare! Você respira. Então resolve abrir a janela. As coisas parecem um pouco mais claras. Há um minuto atrás você participou da pior briga. Uma briga difícil, porém a unica que será util para a vida toda. A briga da sua mente. Você ainda parece meio tonto, mas está começando a entender. Era como um suicídio. Você quase morreu! Aliás, você queria morrer. Resolve então entender as coisas, essas coisas. "Coisas" pode ter inúmeros significados, sendo assim, a batalha será longa. A batalha que vai te fazer reviver por dentro."
Já não se sentia alguém diante do próprio fim; via-se como um ser humano em reconstrução.
"Você está sozinho. Olha em volta, nada. Olha para baixo, começa a pensar. Você entra numa espécie de linha do tempo, relembra por tudo que já viveu. Mas, e agora? O que restou daquilo? Meras lembranças que só me fazem sentir mal quando lembro delas! Estúpido! Agora eu estou num quarto vazio, nada daquilo importa mais, passou. Um quarto vazio, porém cheio de dúvidas, remorsos, arrependimentos. (Não se pode confundir remorso com arrependimento.) Não quer pensar em mais nada. Ora! Então durma! Mas não pode dormir, não consegue. Diz que daria tudo para voltar ao passado. Daria? Daria o que? Sua existência se resume em reclamar de tudo e de todos, de como a vida é cruel. Dar isso? Quem iria aceitar? Sabe de tudo isso, sabe que não adiantará nada se lamentar em um quarto escuro a vida toda. Mas... quem disse que consegue se levantar e dizer um basta? Não. Ficar na lama é mais fácil. Dói. Dói muito, ai é que está a pergunta, gostamos ou não gostamos da dor? Chega, chega. Você se vê perdido em seus próprios pensamentos, não sabe mais o que está pensando. Mas como saber em que está pensando, se nem sabe quem és!
A última frase veio à tona. Agora você reflete. Não entende nada, mas reflete. Relembrando: Você está num quarto vazio, frio e escuro, mas está numa multidão de sentimentos. Não sabe de mais nada, só quer que pare. Pare, pare! Você respira. Então resolve abrir a janela. As coisas parecem um pouco mais claras. Há um minuto atrás você participou da pior briga. Uma briga difícil, porém a unica que será util para a vida toda. A briga da sua mente. Você ainda parece meio tonto, mas está começando a entender. Era como um suicídio. Você quase morreu! Aliás, você queria morrer. Resolve então entender as coisas, essas coisas. "Coisas" pode ter inúmeros significados, sendo assim, a batalha será longa. A batalha que vai te fazer reviver por dentro."
Já não se sentia alguém diante do próprio fim; via-se como um ser humano em reconstrução.
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